Os Progressive Web Apps (PWAs) unem o melhor dos sites e dos aplicativos nativos: velocidade, experiência offline, notificações push e instalação no dispositivo — tudo isso mantendo a acessibilidade e a indexação da web. Mas como o Google lida com os PWAs em termos de SEO? Eles realmente têm vantagem nos rankings? E como otimizar um PWA para obter o melhor desempenho nas buscas?
Neste guia completo, você vai entender como a indexação do Google favorece os PWAs, quais são os benefícios reais para SEO, os desafios técnicos e as boas práticas para ranqueamento.
O que são Progressive Web Apps (PWAs)?
Os PWAs são aplicações web modernas que utilizam tecnologias como Service Workers, Web App Manifest e HTTPS para oferecer:
Carregamento rápido
Funcionalidade offline
Experiência semelhante a apps nativos
Instalação na tela inicial sem lojas de aplicativos
Maior engajamento do usuário
Segundo o Google, um PWA deve ser progressivo, rápido, confiável, responsivo e seguro.
O Google dá vantagem de ranking para os PWAs?
Não diretamente. O Google já deixou claro que os PWAs não ranqueiam melhor apenas por serem PWAs — eles são tratados como páginas web comuns.
👉 O diferencial está nos fatores indiretos, como:
Melhor performance
Melhor experiência mobile
Core Web Vitals otimizados
Maior engajamento do usuário
Ou seja, os PWAs não recebem um bônus automático de SEO, mas criam o ambiente ideal para um melhor ranqueamento.
Por que os PWAs favorecem SEO na prática?
1. Indexação completa (diferente de apps nativos)
Ao contrário de aplicativos nativos (Android e iOS), os PWAs podem ser rastreados e indexados pelo Google, aparecendo diretamente nos resultados de busca e gerando tráfego orgânico.
Isso permite:
Estratégias de SEO baseadas em conteúdo
Indexação de páginas internas
Crescimento orgânico sem depender de App Store Optimization (ASO)
2. Melhor desempenho e Core Web Vitals
Os PWAs utilizam cache inteligente e carregamento otimizado, o que resulta em:
Menor tempo de carregamento
Melhor LCP, CLS e INP
Experiência do usuário superior
Como o Google considera velocidade e experiência como fatores de ranqueamento, os PWAs tendem a se destacar em métricas de performance.
3. Mobile-First Indexing favorece os PWAs
O Google utiliza mobile-first indexing, avaliando primeiro a versão mobile de um site.
Os PWAs são nativamente responsivos e mobile-friendly, atendendo perfeitamente às exigências atuais de indexação.
4. HTTPS obrigatório e segurança
Para funcionar corretamente, os PWAs exigem HTTPS, um fator positivo para SEO que também aumenta a confiança do usuário e melhora as taxas de conversão.
5. Maior engajamento gera sinais positivos
Os PWAs contribuem para:
Maior tempo de permanência
Melhor retenção de usuários
Interações recorrentes
Aumento nas conversões
Esses sinais comportamentais influenciam indiretamente o posicionamento nos mecanismos de busca.
Desafios de SEO em PWAs
Apesar das vantagens, os PWAs podem apresentar desafios técnicos de SEO quando não são bem implementados.
Principais riscos:
❌ Renderização excessiva em JavaScript
Se o conteúdo for carregado apenas no client-side, o Google pode ter dificuldade para indexar corretamente.
❌ Uso de URLs com # (hash routing)
O Google não indexa corretamente URLs com hash. O ideal é utilizar History API.
❌ Conteúdo inacessível ao Googlebot
Se o robô não conseguir renderizar a página, o conteúdo pode não ser indexado.
❌ Navegação interna mal estruturada
Rotas dinâmicas devem gerar URLs reais, únicas e rastreáveis.
Boas práticas de SEO para PWAs
1. Utilizar SSR ou renderização híbrida
Server-Side Rendering melhora a indexação e a performance.
2. Evitar hash URLs
Prefira URLs limpas e amigáveis para SEO.
3. Garantir acesso total ao conteúdo
Teste o PWA com Google Search Console e Lighthouse.
4. Implementar tags canonical
Evita problemas de conteúdo duplicado.
5. Otimizar Core Web Vitals
Velocidade, estabilidade visual e interatividade devem ser prioridade.
6. Manter arquitetura SEO-friendly
Sitemap XML
Robots.txt bem configurado
Links internos claros e eficientes
Casos reais: impacto dos PWAs no crescimento
Empresas como Starbucks, Alibaba e Pinterest relataram aumento significativo em desempenho, engajamento e conversões após adotarem os PWAs.
Além disso, os PWAs possuem custo menor de desenvolvimento e manutenção em comparação com apps nativos, com alcance multiplataforma.
Os PWAs substituem apps nativos?
Os PWAs são ideais para:
Projetos focados em SEO
E-commerce
Blogs e portais de conteúdo
Plataformas SaaS
No entanto, apps nativos ainda são mais indicados quando há necessidade de acesso profundo ao hardware do dispositivo.
Conclusão: os PWAs são um diferencial estratégico para SEO
Os PWAs não recebem vantagem direta no ranking do Google, mas oferecem um ambiente altamente favorável ao SEO moderno:
✅ Indexação completa ✅ Melhor desempenho ✅ Excelente experiência mobile ✅ Maior engajamento ✅ Menor custo de desenvolvimento ✅ Mais tráfego orgânico do que apps nativos
👉 Um PWA bem otimizado pode superar sites tradicionais em ranqueamento, conversão e retenção.
Você já entrou em um site e desistiu de esperar as imagens carregarem? A velocidade de carregamento é um dos fatores mais críticos para a experiência do usuário e para o ranqueamento no Google. É aqui que entra o WebP.
Desenvolvido pelo Google, este formato de imagem moderno promete revolucionar a forma como exibimos conteúdo visual na web, oferecendo arquivos drasticamente menores sem sacrificar a qualidade.
Nesta matéria, vamos explorar o que é o WebP, suas vantagens sobre formatos tradicionais (JPEG e PNG) e por que você deve adotá-lo hoje mesmo.
O que é WebP?
O WebP é um formato de imagem criado pelo Google em 2010. O objetivo era simples, mas ambicioso: criar um formato que permitisse imagens de alta qualidade, mas com tamanhos de arquivo significativamente menores do que os padrões da indústria da época.
Ele utiliza técnicas de compressão avançadas (baseadas na codificação de vídeo VP8) para reduzir o peso das imagens, tornando a navegação na web mais fluida, especialmente em dispositivos móveis.
Nota: O WebP é versátil. Ele suporta tanto compressão Lossy (com perda de dados, como o JPEG) quanto Lossless (sem perda, como o PNG), além de transparência e animações.
5 Motivos para Migrar para WebP
Se você ainda usa apenas JPEG ou PNG no seu site, está deixando performance na mesa. Veja os principais benefícios:
1. Compressão Superior
O principal atrativo do WebP é o tamanho do arquivo. Segundo dados do Google:
Imagens WebP sem perda (lossless) são 26% menores que PNGs.
Imagens WebP com perda (lossy) são 25% a 34% menores que JPEGs de qualidade equivalente.
2. Suporte a Transparência (Alpha Channel)
Antigamente, se você precisasse de um fundo transparente, era obrigado a usar PNG (que costuma ser pesado) ou GIF (que tem baixa qualidade de cor). O WebP suporta transparência com um custo de bytes muito menor que o PNG.
3. Melhor SEO e Core Web Vitals
O Google prioriza sites rápidos. Imagens mais leves melhoram o LCP (Largest Contentful Paint), uma das métricas vitais do Google. Sites que carregam rápido têm:
Melhores posições no ranking de busca.
Menor taxa de rejeição.
Maior tempo de permanência do usuário.
4. Animações
O WebP também pode substituir os GIFs animados. Ele suporta mais cores que o GIF (que é limitado a 256 cores) e gera arquivos de animação muito mais leves.
5. Qualidade Visual
Mesmo quando comprimido, o WebP tende a evitar os “artefatos de bloco” pixelados que são comuns em JPEGs de baixa qualidade, mantendo as bordas e detalhes mais nítidos.
Comparativo: WebP vs. Os Gigantes (JPEG e PNG)
Para visualizar melhor a diferença, veja esta comparação direta:
Característica
JPEG
PNG
WebP
Melhor uso
Fotos complexas
Gráficos, Logos, Transparência
Tudo (Híbrido)
Tamanho do Arquivo
Médio/Pequeno
Grande (em fotos)
Muito Pequeno
Transparência
Não
Sim
Sim
Animação
Não
Não
Sim
Qualidade na Compressão
Perde nitidez (blocos)
Mantém qualidade
Alta fidelidade
Compatibilidade: É seguro usar?
Uma das maiores dúvidas é: “Todos os navegadores abrem WebP?”
A resposta curta é: Sim, a grande maioria.
Hoje, o suporte ao WebP é nativo em:
Google Chrome
Mozilla Firefox
Microsoft Edge
Opera
Safari (a partir do macOS Big Sur e iOS 14)
Atualmente, o suporte global dos navegadores cobre mais de 96% dos usuários da internet.
E os navegadores antigos?
Para o 1% a 4% de usuários usando versões muito antigas (como Internet Explorer), existe uma técnica chamada “fall-back”. Você pode usar a tag HTML <picture> para servir WebP para quem suporta e JPEG para quem não suporta:
<picture>
<source srcset="imagem.webp" type="image/webp">
<img src="imagem.jpg" alt="Descrição da imagem">
</picture>
Como converter suas imagens para WebP?
Você não precisa ser um desenvolvedor para começar a usar WebP. Existem várias ferramentas acessíveis:
Plugins de CMS (WordPress): Plugins como WebP Express, Imagify ou Smush convertem automaticamente suas imagens ao fazer o upload.
Ferramentas Online: Sites como Squoosh.app (do Google) ou CloudConvert permitem arrastar e soltar imagens para conversão rápida.
Software de Design: O Photoshop (versões recentes), GIMP e Sketch já permitem salvar ou exportar nativamente em WebP.
Conclusão
O formato WebP deixou de ser uma “tendência futura” para se tornar o padrão atual da web. Ao oferecer arquivos menores sem degradar a experiência visual, ele resolve o eterno dilema entre estética e performance.
Se você gerencia um e-commerce, um blog ou um portfólio, migrar para WebP é uma das vitórias mais rápidas e eficientes que você pode ter para otimizar seu site hoje.
Cumulative Layout Shift (CLS) é uma métrica fundamental de experiência do usuário que mede a estabilidade visual de uma página web. Ele quantifica a frequência e a intensidade dos deslocamentos inesperados de elementos na página, aqueles momentos frustrantes em que você está prestes a clicar em um link e a página “pula”, fazendo com que você clique no lugar errado. Como um dos Core Web Vitals do Google, o CLS tornou-se um fator crítico tanto para a experiência do usuário quanto para o ranking nos mecanismos de busca.
Este guia completo explica o que é o CLS, por que é importante, como é calculado e, o mais crucial, como você pode medir e otimizar essa métrica em seu site.
1 O Que É CLS e Por Que Ele Importa?
O Cumulative Layout Shift (CLS) é uma pontuação que mede a instabilidade visual de uma página durante todo seu ciclo de vida. Diferente de outras métricas de velocidade, o CLS não é medido em segundos, mas sim por um valor sem unidade (um “score”) – quanto menor, melhor.
Impacto na Experiência do Usuário: Movimentos inesperados de layout são mais do que apenas irritantes. Eles podem fazer com que os usuários cliquem no botão errado, percam o lugar onde estavam lendo ou, em casos extremos, realizem uma ação indesejada, como uma compra acidental. Em dispositivos móveis, onde a tela é menor, esse problema é ainda mais pronunciado.
Impacto no SEO e nos Negócios: Desde 2021, o CLS é um sinal de ranking conhecido para a pesquisa do Google. Um site com baixo CLS proporciona uma experiência melhor, o que pode levar a taxas de rejeição mais baixas, maior engajamento e melhores taxas de conversão. Um caso de estudo do The Telegraph mostrou que, após otimizar seu CLS, a empresa viu uma melhoria de 250% na métrica, o que direcionou mais tráfego e aumentou o tempo que os visitantes passavam no site.
2 Entendendo a Pontuação do CLS
2.1 O Que É uma Boa Pontuação?
Os benchmarks do Google para o CLS são claros:
Pontuação CLS
Classificação
≤ 0.1
✅ Boa
Entre 0.1 e 0.25
⚠️ Precisa Melhorar
> 0.25
❌ Ruim
Para passar no teste dos Core Web Vitals, pelo menos 75% das visitas à sua página devem ter uma pontuação CLS “boa” (≤ 0.1).
2.2 Como o CLS É Calculado?
A pontuação de cada deslocamento de layout individual é calculada multiplicando duas medidas:
Fração de Impacto (Impact Fraction): Representa a porcentagem da tela (viewport) que é afetada pelo elemento instável. É a área combinada que o elemento ocupa antes e depois do deslocamento.
Fração de Distância (Distance Fraction): Representa a distância que o elemento instável se moveu em relação à maior dimensão da tela (altura ou largura, a que for maior).
Fórmula do CLS: Pontuação do Deslocamento = Fração de Impacto × Fração de Distância
Imagine um elemento que ocupa 50% da altura da tela e, de repente, desloca-se 25% da altura da tela para baixo. A Fração de Impacto seria de 0,75 (a união da área antes e depois), e a Fração de Distância seria de 0,25. Portanto, a pontuação desse deslocamento seria 0,75 × 0,25 = 0,1875.
O CLS final da página não é a soma de todos os deslocamentos. Em vez disso, o navegador agrupa os deslocamentos que ocorrem em rápida sucessão (em menos de 1 segundo) em “janelas de sessão” com duração máxima de 5 segundos. A pontuação CLS reportada é a maior soma de pontuações dentro de uma única janela de sessão ao longo de toda a vida da página.
2.3 Deslocamentos Esperados vs. Inesperados
Nem todo deslocamento é penalizado. Mudanças de layout que ocorrem em resposta a uma interação do usuário (como clicar em um botão para abrir um menu) são consideradas esperadas e não contribuem para o CLS, desde que ocorram dentro de uma janela de 500 milissegundos após o input. A métrica foca nos deslocamentos inesperados, que são os que realmente frustram os usuários.
3 Causas Comuns de um CLS Ruim
Identificar a origem dos deslocamentos é o primeiro passo para corrigi-los. Eis as causas mais frequentes:
Imagens e Vídeos sem Dimensões: Se as tags <img> e <video> não possuem os atributos width e height, o navegador não sabe quanto espaço reservar para elas. Quando carregam, o conteúdo ao redor é empurrado para dar lugar à mídia.
Anúncios, Embeds e Iframes: Conteúdo de terceiros, como anúncios e vídeos incorporados, frequentemente carrega de forma assíncrona. Se o espaço não for reservado antecipadamente, sua inserção pode causar grandes deslocamentos.
Web Fonts: Quando um navegador renderiza o texto inicialmente com uma fonte de fallback e depois a substitui por uma fonte web carregada, a diferença no tamanho ou no espaçamento entre as fontes pode causar um refluxo de texto, deslocando o layout.
Conteúdo Dinâmico Injetado: Conteúdo que é adicionado ao DOM dinamicamente por JavaScript (como banners de cookies, widgets ou resultados de busca carregados via AJAX) pode empurrar o conteúdo existente se o espaço não for reservado.
Animações CSS Ineficientes: Animações que alteram propriedades como height, width, top ou left forçam o navegador a recalcular o layout, potencialmente causando deslocamentos. É mais eficiente usar a propriedade transform.
4 Como Medir e Identificar Problemas de CLS
Ferramentas de Laboratório (Sintéticas)
Essas ferramentas simulam o carregamento da página em um ambiente controlado e são ideais para identificar problemas durante o desenvolvimento.
PageSpeed Insights: Fornece tanto dados de campo (de usuários reais) quanto de laboratório. A seção “Diagnose performance issues” mostra o CLS medido em laboratório e, muitas vezes, lista os elementos que causaram os deslocamentos.
Chrome DevTools:
Abas “Performance” e “Experience”: Ao gravar o desempenho da página, a aba “Experience” mostrará uma lista de “Layout Shifts”. Clicar em um deles destacará na tela quais elementos se moveram.
Realce em Tempo Real: No painel “Rendering” das DevTools, você pode marcar “Layout Shift Regions”. As áreas da página que se deslocam serão destacadas em azul enquanto você interage com o site.
Ferramentas de Campo (Dados do Mundo Real)
Essas ferramentas medem a experiência real dos seus usuários e são cruciais para entender o problema verdadeiro.
Chrome UX Report (CrUX): É o conjunto de dados oficial do programa Web Vitals. O PageSpeed Insights exibe um resumo desses dados na seção “Core Web Vitals”.
Biblioteca web-vitals: Você pode usar esta biblioteca JavaScript para medir e enviar os dados de CLS dos seus usuários para seu próprio sistema de analytics, permitindo um rastreamento personalizado e detalhado.
Google Search Console: O relatório “Core Web Vitals” no Search Console ajuda a identificar quais páginas do seu site estão com problemas para grupos de usuários reais.
5 Como Otimizar e Corrigir o CLS
1. Especifique Dimensões para Imagens e Vídeos
Sempre inclua os atributos width e height em suas tags <img>. Os navegadores modernos usam esses atributos para calcular automaticamente o aspect ratio do elemento, reservando o espaço correto mesmo antes da imagem carregar.
Para imagens responsivas, combine os atributos com o seguinte CSS:
img {
width: 100%;
height: auto;
}
Isso garante que a imagem se ajuste ao container, mas o navegador já saberá a altura proporcional a partir dos atributos de dimensão.
2. Reserve Espaço para Anúncios e Iframes
Para elementos de tamanho variável, como anúncios, defina um contêiner com uma altura mínima (min-height) ou use a propriedade CSS aspect-ratio para reservar um espaço que se aproxime do tamanho final do elemento. Evite colapsar o espaço reservado se um anúncio não for carregado, pois isso também causaria um deslocamento.
3. Otimize o Carregamento de Web Fonts
Pré-carregue Fontes Críticas: Use <link rel="preload"> para fontes essenciais, informando ao navegador para baixá-las o mais cedo possível.
Use font-display: optional ou swap: A diretiva font-display: optional oculta o texto por até 100ms. Se a fonte não carregar nesse tempo, a fonte de fallback é usada permanentemente, evitando qualquer deslocamento posterior. Já o font-display: swap trocará para a fonte web assim que ela estiver disponível, o que ainda pode causar um deslocamento, mas é melhor do que uma FOIT (Flash of Invisible Text).
Ajuste as Fontes de Fallback: Use as APIs de substituição de fonte (como size-adjust, ascent-override, etc.) para fazer com que a fonte de fallback se assemelhe o máximo possível à fonte web em tamanho e métricas, minimizando o deslocamento quando a troca ocorrer.
4. Estruture o Carregamento de Conteúdo Dinâmico
Ao injetar conteúdo dinamicamente (via AJAX, por exemplo), reserve espaço antecipadamente. Você pode usar um “esqueleto” (skeleton screen) ou um contêiner com altura fixa que será preenchido quando o conteúdo chegar. Isso é muito mais previsível do que injetar o conteúdo em um espaço vazio.
5. Use Transform e Opacity para Animações
Para animações que mudam a posição ou o tamanho de um elemento, prefira usar transform: translate() e transform: scale(), pois essas propriedades não trigger um novo cálculo de layout. Evite animar propriedades como height, width, top ou left.
Conclusão
O Cumulative Layout Shift (CLS) vai além de ser apenas um número em um relatório de desempenho. É a materialização técnica da frustração do seu usuário. Dominar essa métrica significa entregar uma experiência de navegação estável, profissional e confiável, que inspira confiança e satisfação em seus visitantes.
Ao seguir as práticas outlinedas neste guia – como definir dimensões para mídia, reservar espaço para conteúdo dinâmico e otimizar fontes – você não está apenas melhorando uma pontuação para o SEO. Você está removendo atritos desnecessários e criando um ambiente digital onde seus usuários podem focar no que realmente importa: o conteúdo que você oferece.
Espero que este guia completo sirva como um recurso valioso para você. A estabilidade visual é um pilar da web moderna, e dominá-la é um passo essencial para o sucesso online.
No mundo digital em constante evolução, a experiência do usuário (UX) tornou-se um fator crítico para o sucesso de qualquer website. O Core Web Vitals, conjunto de métricas introduzido pelo Google, está diretamente relacionado a essa experiência, influenciando não apenas a satisfação do usuário, mas também o ranking de busca e os resultados empresariais. Nesta matéria, exploramos a importância dessas métricas e oferecemos um guia prático para melhorá-las.
O Que São Core Web Vitals?
Os Core Web Vitals são um conjunto de métricas que avaliam aspectos essenciais da experiência do usuário em um website, focando em desempenho de carregamento, interatividade e estabilidade visual. Eles fazem parte dos sinais de experiência da página (page experience) do Google, que também incluem fatores como mobile-friendliness, HTTPS e ausência de pop-ups intrusivos.
As três métricas principais são:
Largest Contentful Paint (LCP): Mede o desempenho de carregamento. É o tempo que leva para o maior elemento visível na tela (como uma imagem ou bloco de texto) ser completamente carregado. O ideal é que ocorra em até 2,5 segundos.
Interaction to Next Paint (INP): Mede a responsividade da página. Avalia o tempo desde a interação do usuário (como um clique) até a resposta visual do navegador. Deve ser de no máximo 200 milissegundos.
Cumulative Layout Shift (CLS): Mede a estabilidade visual. Quantifica quanto os elementos da página se movem inesperadamente durante o carregamento. Um bom score é menor que 0,1.
💡 Nota: O INP substituiu o First Input Delay (FID) em março de 2024, trazendo uma avaliação mais abrangente da responsividade.
Por Que os Core Web Vitals São Importantes?
1. Impacto na Experiência do Usuário
Os Core Web Vitals avaliam diretamente aspectos que impactam como os usuários percebem seu site:
LCP lento causa frustração e aumenta a taxa de rejeição.
INP alto faz com que a página pareça travada e não responsiva.
CLS elevado leva a cliques acidentais e dificuldade de leitura.
2. Fator de Ranking no Google
Desde 2021, os Core Web Vitals são fatores oficiais de ranking no Google Search. Eles fazem parte do sistema de classificação que recompensa sites que oferecem uma ótima experiência na página.
3. Resultados Empresariais Tangíveis
Melhorar essas métricas não é apenas uma questão técnica; tem impacto direto nos negócios:
Maior engajamento: Taxas de rejeição mais baixas e tempo maior na página.
Aumento de conversões: Sites rápidos e responsivos convertem melhor.
Receita ampliada: Empresas como a Vodafone Itália registraram 8% mais vendas após melhorar o LCP em 31%, e o iCook alcançou 10% mais receita publicitária com a otimização do CLS.
Tabela 1: Impacto Empresarial da Otimização dos Core Web Vitals
Empresa
Métrica Aperfeiçoada
Melhoria
Resultado Empresarial
Vodafone (Itália)
LCP
31%
Aumento de 8% nas vendas
iCook
CLS
15%
Aumento de 10% na receita de ads
Tokopedia
LCP
55%
Session duration 23% melhor
Redbus
CLS e TTI
CLS de 1.65 para 0
Aumento de 80-100% em conversões móveis
4. Vantagem Competitiva
Com aproximadamente metade dos sites já atingindo scores satisfatórios, ignorar esses aspectos pode significar ficar para trás na concorrência digital.
Como Medir os Core Web Vitals
Antes de otimizar, é crucial medir o desempenho atual. Ferramentas recomendadas incluem:
Google PageSpeed Insights: Fornece análises detalhadas para desktop e mobile, com sugestões específicas de otimização.
Relatório Core Web Vitals no Google Search Console: Mostra o desempenho de todo o site com base em dados do mundo real (Chrome UX Report).
Extensão Web Vitals para Chrome: Permite verificar as métricas diretamente no navegador.
Como Melhorar Cada Métrica do Core Web Vitals
1. Otimizando o Largest Contentful Paint (LCP)
O LCP é frequentemente impactado por elementos como imagens grandes, blocos de texto ou vídeos. Para melhorá-lo:
Garanta que o recurso LCP seja descobrível no HTML: Use tags <img> com atributos src ou srcset diretamente no HTML, evitando JavaScript para carregar a imagem LCP. Para recursos em CSS ou JS, use <link rel="preload">.
Priorize o carregamento do recurso LCP: Use fetchpriority="high" na imagem LCP e evite loading="lazy" para elementos acima do dobra (above-the-fold).
Otimize imagens: Adote formatos modernos como WebP (que pode reduzir o tamanho em ~30% comparado ao JPEG) e ferramentas como Squoosh para compressão. Para ícones e ilustrações, use SVG.
Use um CDN (Rede de Distribuição de Conteúdo): Um CDN reduz a latência ao servir conteúdo de servidores geographicamente próximos aos usuários.
Melhore o TTFB (Time to First Byte): Otimize seu servidor ou hospedagem, utilize caching e considere renderização no lado do servidor (SSR).
Considere navegações instantâneas: Utilize técnicas como back/forward cache (bfcache) e pré-renderização com a Speculation Rules API para carregar páginas antes mesmo do usuário navegar para elas.
2. Otimizando o Interaction to Next Paint (INP)
O INP avalia a responsividade geral da página às interações do usuário. Para um INP saudável:
Quebre tarefas longas de JavaScript: Tarefas que bloqueiam a thread principal por mais de 50ms podem prejudicar a responsividade. Use a Scheduler API (especificamente scheduler.yield()) para quebrar tarefas longas e dar prioridade a interações do usuário.
Evite JavaScript desnecessário: Remova ou adie código não crítico. Use a ferramenta de coverage do Chrome DevTools para identificar código JS não utilizado.
Minimize e adie JavaScript: Ferramentas como WP Rocket ou NitroPack (em WordPress) podem ajudar a minificar, combinar e adiar o carregamento de JS.
Otimize a renderização: Mantenha o tamanho do DOM pequeno e use CSS containment para isolar partes complexas do layout, reduzindo o trabalho de renderização.
Cuidado com gerenciadores de tags: Ferramentas como Google Tag Manager podem injetar scripts que impactam a responsividade. Revise regularmente e remova tags não essenciais.
3. Otimizando o Cumulative Layout Shift (CLS)
O CLS é causado por elementos que se movem inesperadamente durante o carregamento. Para estabilidade visual:
Defina dimensões explícitas para mídia: Sempre use os atributos width e height em imagens e vídeos. Isso permite que o navegador reserve o espaço adequado antes do carregamento.
Reserve espaço para elementos dinâmicos: Anúncios, banners ou conteúdo carregado dinamicamente devem ter um espaço reservado definido em CSS para evitar deslocamentos.
Evite inserir conteúdo acima do dobra dinamicamente: Se precisar adicionar conteúdo dinamicamente, prefira fazê-lo abaixo do dobra ou reserve espaço antecipadamente.
Otimize fontes web: Use preload para fontes críticas e considere ferramentas como Font Pie para gerar CSS que minimize o layout shift durante o carregamento de fontes.
Use CSS moderno: Prefira Flexbox ou Grid para layouts mais previsíveis, evitando métodos mais antigos que podem causar instabilidade.
Tabela 2: Resumo das Principais Estratégias de Otimização
Métrica
Objetivo
Principais Estratégias
LCP
≤ 2.5 segundos
– Otimização e priorização de imagens LCP – Uso de CDN e SSR – Melhoria do TTFB – Pré-renderização
INP
≤ 200 ms
– Quebra de tarefas longas de JS – Redução/adiação de JavaScript – Otimização de processos de renderização
CLS
≤ 0.1
– Dimensões explícitas para mídia e ads – Espaço reservado para conteúdo dinâmico – Otimização de fontes web
Otimização Prática para WordPress
Muitos dos conceitos acima podem ser implementados em WordPress com relativa facilidade através de plugins e boas práticas:
Otimização de Imagens: Plugins como ShortPixel comprimem imagens e servem formatos WebP. NitroPack ou WP Rocket oferecem lazy loading automático.
Otimização de CSS e JS: NitroPack e WP Rocket também minificam, combinam e adiam CSS e JavaScript críticos e não críticos.
Otimização de Fontes: Limite o número de fontes e use preload. Plugins de cache e otimização often incluem funcionalidades para isso.
Hospedagem de Qualidade: Um bom provedor de hospedagem (como SiteGround ou Kinsta) é fundamental para um TTFB rápido.
CDN: A maioria dos plugins de cache premium inclui integração com CDN, ou você pode usar um serviço como Cloudflare (até mesmo o plano gratuito ajuda).
Além da Otimização Técnica: Adotando uma Cultura de Performance
Melhorar os Core Web Vitals não é um projeto único, mas uma jornada contínua.
Estabeleça metas de performance: Defina orçamentos de performance (performance budgets) para sua equipe.
Monitore continuamente: Use ferramentas de RUM (Real User Monitoring) como o próprio Search Console, PageSpeed Insights, ou ferramentas de terceiros como New Relic ou SpeedCurve para monitorar o desempenho no mundo real.
Teste A/B: Como feito pela Vodafone, testes A/B server-side são valiosos para medir o impacto real das otimizações nas métricas de negócio.
Eduque as partes interessadas: Compartilhe casos de sucesso e dados de impacto para garantir que toda a organização compreenda a importância da performance.
Conclusão
O Core Web Vitals representa muito mais do que apenas números em um relatório técnico. Eles são a materialização da experiência do usuário na web, impactando diretamente a satisfação, o engajamento, as conversões e, finalmente, o sucesso online de um site.
Otimizar para essas métricas é um investimento que vale a pena, gerando retorno tanto em reputação quanto em resultados. Ao priorizar a velocidade, a responsividade e a estabilidade, você não está apenas agradando aos algoritmos dos mecanismos de busca, mas, acima de tudo, está respeitando e valorizando o tempo dos seus usuários.
Comece hoje mesmo medindo seu site, priorizando as melhorias mais impactantes e incorporando a performance na cultura do seu desenvolvimento web. A web agradece, e seus usuários também.
O Astro é um framework web open-source projetado especificamente para a criação de sites orientados a conteúdo, como blogs, sites de marketing, documentação técnica, portfólios e e-commerce. Diferente de muitos frameworks modernos que priorizam aplicações complexas e altamente interativas, o Astro se destaca por seu foco em desempenho, eficiência e experiência de conteúdo.
Sua arquitetura única permite que os desenvolvedores utilizem componentes de diversas tecnologias (como React, Vue, Svelte e até mesmo HTML puro) enquanto reduzem drasticamente a quantidade de JavaScript enviada ao navegador. Isso resulta em sites incrivelmente rápidos, com tempos de carregamento até 40% mais rápidos e até 90% menos JavaScript em comparação com outros frameworks populares.
1. Origens e Filosofia
O Astro foi construído com base em cinco princípios fundamentais:
💡 Orientado a Conteúdo: Ideal para exibir conteúdo de forma eficiente.
🚀 Prioridade no Servidor (Server-First): Renderiza HTML no servidor para melhor performance.
⚡ Rápido por Padrão: Quase impossível construir um site lento com Astro.
🎯 Fácil de Usar: Acessível para desenvolvedores de todos os níveis.
👨💻 Focado no Desenvolvedor: Oferece ferramentas robustas e uma comunidade ativa.
2. Como o Astro Funciona: Arquitetura e Conceitos Técnicos
2.1 Arquitetura de Ilhas (Islands Architecture)
Um dos conceitos mais inovadores do Astro é a Arquitetura de Ilhas (Islands Architecture). Nesse modelo, as páginas são compostas principalmente por HTML estático, e os componentes interativos (como carrinhos de compra ou barras de pesquisa) são tratados como “ilhas” isoladas que são hidratadas seletivamente no cliente apenas quando necessário.
Tabela: Comparação entre Arquiteturas
Arquitetura
Descrição
Melhor Para
MPA (Multi-Page App)
Páginas HTML tradicionais, com navegação completa.
Sites de conteúdo, blogs, marketing.
SPA (Single-Page App)
Aplicação única carregada dinamicamente.
Apps complexos (ex.: Gmail, Figma).
Islands (Astro)
HTML estático com ilhas interativas sob demanda.
Conteúdo com interatividade pontual.
Isso significa que, por padrão, o Astro não envia JavaScript desnecessário para o cliente. Componentes são renderizados no servidor e apenas os componentes interativos específicos recebem JavaScript, tornando a experiência de carregamento extremamente eficiente.
2.2 Zero JavaScript por Padrão
Diferente de frameworks como Next.js ou Nuxt, que podem enviar grandes quantidades de JavaScript mesmo para páginas estáticas, o Astro adota uma abordagem “Zero JS by Default”. JavaScript só é adicionado quando um componente explicitamente declara que precisa de interatividade no cliente, usando diretivas como client:load, client:idle, ou client:visible.
2.3 Suporte Multi-Framework (UI Agnóstico)
O Astro é agnóstico em relação a UI frameworks. Isso significa que você pode importar e utilizar componentes de React, Vue, Svelte, Solid, Preact, Lit e até mesmo Web Components no mesmo projeto Astro, sem conflitos. Essa flexibilidade permite que equipes aproveitem componentes existentes e escolham a melhor ferramenta para cada tarefa.
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// Exemplo: Importando componentes de diferentes frameworks em um arquivo .astro
import ReactComponent from '../components/ReactComponent.jsx';
import VueComponent from '../components/VueComponent.vue';
import SvelteComponent from '../components/SvelteComponent.svelte';
---
<!-- Usando os componentes no template -->
<ReactComponent />
<VueComponent />
<SvelteComponent client:visible /> <!-- Hidratando apenas quando visível -->
3. Principais Recursos e Funcionalidades
3.1 Componentes Astro
Os componentes Astro são a base da construção de interfaces. Eles são escritos em arquivos .astro e utilizam uma sintaxe semelhante a HTML, mas com suporte a JavaScript (ou TypeScript) no frontmatter (a parte superior do arquivo).
---
// Frontmatter: Código JavaScript/TypeScript executado no servidor
const { name = "Astro", time = new Date() } = Astro.props;
---
<!-- Template HTML -->
<div class="card">
<h2>Hello {name}!</h2>
<p>Welcome to your new Astro site. Created at {time.toLocaleTimeString()}.</p>
<slot /> <!-- Slot para conteúdo filho -->
</div>
<style>
/* CSS escopado apenas para este componente */
.card {
background-color: #f0f0f0;
padding: 1rem;
}
</style>
3.2 Roteamento Baseado em Arquivos
Assim como Next.js e Nuxt, o Astro utiliza roteamento baseado em arquivos. Qualquer arquivo .astro, .md ou .mdx dentro da pasta src/pages se torna uma rota em seu site. Por exemplo:
Para gerenciar conteúdo de forma estruturada e com segurança de tipos, o Astro oferece Content Collections. Esta funcionalidade permite definir schemas para seus arquivos de conteúdo (como Markdown ou MDX) usando Zod, garantindo que os metadados (frontmatter) estejam sempre corretos e validados.
🔁 Geração de Site Estático (SSG): Gera todas as páginas no momento da build. É o padrão e ideal para a maioria dos sites de conteúdo.
🔄 Renderização no Lado do Servidor (SSR): Renderiza páginas sob demanda no servidor. Ideal para conteúdo dinâmico ou personalizado.
Você pode até mesmo configurar rotas específicas para SSR em um projeto predominantemente estático, uma abordagem conhecida como renderização híbrida.
3.5 View Transitions
A API de View Transitions do Astro permite criar animações suaves entre mudanças de página com muito pouco código, proporcionando uma experiência mais app-like sem a complexidade de uma SPA.
3.6 Otimização de Imagens Integrada
O Astro inclui um componente <Image /> otimizado que automaticamente redimensiona, converte para formatos modernos (como WebP) e aplica lazy loading às imagens, melhorando significativamente a performance.
4. Vantagens de Usar o Astro
🐉 Performance Excepcional: Com seu foco em HTML estático e mínimo JS, sites em Astro consistentemente atingem excelentes métricas de Core Web Vitals.
🍃 SEO Superior: A renderização no servidor gera HTML completo, que é facilmente rastreável por mecanismos de busca.
🧩 Flexibilidade Tecnológica: A capacidade de usar múltiplos frameworks reduz o vendor lock-in e aproveita investimentos existentes em componentes.
🚀 Experiência do Desenvolvedor: Ferramentas robustas, hot reload rápido, documentação excelente e uma comunidade vibrante no Discord.
🔧 Simplicidade e Acessibilidade: A sintaxe próxima do HTML torna o Astro fácil de aprender para iniciantes e produtivo para experts.
5. Quando (e Quando Não) Usar o Astro
5.1 Use o Astro para:
Sites de Conteúdo: Blogs, sites de notícias, documentação, portfólios.
Landing Pages e Marketing: Sites de marketing que precisam de alta performance e SEO.
E-commerce Leve: Lojas online com catálogos mais estáticos e interatividade pontual.
Projetos Híbridos: Sites que têm mostly conteúdo estático mas precisam de algumas funcionalidades dinâmicas.
5.2 Considere Outras Opções para:
Aplicações Web Complexas: Apps com muita interatividade em tempo real, estado complexo e atualizações frequentes de UI (ex.: dashboards, redes sociais). Nestes casos, Next.js, SvelteKit ou Remix podem ser mais adequados.
Aplicações que Dependem Fortemente de CSR: Projetos onde a renderização no cliente é fundamental para a experiência.
6. Comparativo com Outros Frameworks
Tabela: Astro vs. Frameworks Populares
Framework
Foco Principal
Padrão de Renderização
Envio de JS
Melhor Caso de Uso
Astro
Conteúdo
SSG/SSR (MPA)
Mínimo (sob demanda)
Sites de conteúdo, marketing
Next.js
Aplicações
SSR/SSG (SPA-like)
Moderado a Alto
Apps web complexas, e-commerce
Gatsby
Conteúdo
SSG (SPA)
Moderado
Blogs, sites corporativos
Nuxt.js
Aplicações
Universal (SSR/SPA)
Moderado a Alto
Apps Vue.js universais
SvelteKit
Aplicações
SSR/SSG (SPA-like)
Baixo a Moderado
Apps Svelte full-stack
7. Como Começar com o Astro
Iniciar um novo projeto é simples. Execute o seguinte comando em seu terminal:
npm create astro@latest
Siga as instruções interativas para escolher um template (ex.: básico, blog, documentação) e configurar seu projeto. Em seguida:
cd seu-novo-projeto
npm install
npm run dev
Visite http://localhost:3000 para ver seu novo site Astro em ação!
7.1 Estrutura de um Projeto Astro
seu-projeto-astro/
├── public/ # Arquivos estáticos (imagens, fonts, robots.txt)
├── src/
│ ├── components/ # Componentes Astro/React/Vue (não-roteáveis)
│ ├── layouts/ # Componentes de layout para páginas
│ ├── pages/ # Páginas e rotas (.astro, .md)
│ └── content/ # Coleções de conteúdo (Markdown/MDX)
├── astro.config.mjs # Configuração do Astro e integrações
└── package.json
8. Ecossistema e Comunidade
O Astro possui um ecossistema rico e em crescimento:
📚 Integrações Oficiais: Adapters para deploy (Vercel, Netlify, AWS), bibliotecas de UI (React, Vue, Svelte), ferramentas (Tailwind, Partytown) e mais.
🎨 Temas e Templates: Diversos temas starters disponíveis para blogs, documentação, portfólios e e-commerce.
🛠️ Ferramentas de Desenvolvimento: Extensão para VS Code, CLI poderosa e Dev Toolbar para debugging.
🌐 Comunidade Ativa: Comunidade acolhedora no Discord, com suporte em múltiplos idiomas, incluindo português.
9. Conclusão: O Futuro é Rápido e sem JavaScript Desnecessário
O Astro não é apenas mais um framework JavaScript; é uma mudança de mentalidade em direção a uma web mais eficiente, acessível e focada no conteúdo. Ao desafiar a normativa de que sites modernos precisam de grandes quantidades de JavaScript para serem interativos, o Astro prova que performance e experiência do usuário podem (e devem) andar juntas.
Se você está construindo um blog, um site corporativo, uma documentação ou uma landing page, o Astro oferece uma combinação única de performance, flexibilidade e simplicidade que é difícil de bater. Sua abordagem pragmática, permitindo que você “opt-in” para complexidade apenas quando necessário, torna-o uma ferramenta valiosa para qualquer desenvolvedor front-end.
Dê uma chance ao Astro. Seu público (e o Google Core Web Vitals) agradecerá.
Com o aumento do acesso à internet por dispositivos móveis, a velocidade de carregamento de páginas tornou-se um fator crítico para a experiência do usuário (UX) e o SEO. O Accelerated Mobile Pages (AMP) é um projeto de código aberto desenvolvido pelo Google e outros parceiros para otimizar a velocidade de carregamento de páginas web em dispositivos móveis.
Nesta matéria, exploraremos:
O que é AMP e como funciona
Benefícios do AMP para desempenho e SEO
Como implementar AMP em um site
Boas práticas e limitações
O futuro do AMP
1. O que é AMP e Como Funciona?
1.1 Definição
AMP é um framework que permite a criação de páginas web leves e de carregamento quase instantâneo em dispositivos móveis. Ele utiliza:
HTML AMP: Uma versão simplificada do HTML com tags específicas (<amp-img>, <amp-video>, etc.).
CSS AMP: Estilos inline e limitados para reduzir o tempo de renderização.
JavaScript AMP: Bibliotecas otimizadas e assíncronas para melhor desempenho.
1.2 Como o AMP Acelera as Páginas?
Pré-renderização: O Google pode pré-carregar páginas AMP nos resultados de busca.
Cache AMP: O Google e outros provedores armazenam páginas AMP em servidores de cache global.
Eliminação de Bloqueios de Renderização: Scripts não essenciais são restritos ou substituídos por versões otimizadas.
2. Benefícios do AMP
2.1 Melhor Performance
Tempo de carregamento reduzido para menos de 1 segundo em muitos casos.
Menor taxa de rejeição (bounce rate) devido à velocidade.
2.2 Vantagens para SEO
Priorização nos resultados móveis do Google (especialmente no “Top Stories” carrossel).
AMP Separado: Versão alternativa da página (ex: exemplo.com/pagina.amp).
AMP como Página Principal: Substituição total (mais complexo, mas evita duplicação).
4. Boas Práticas e Limitações
4.1 Melhores Práticas
Otimizar Imagens: Usar <amp-img> com srcset para diferentes resoluções.
Minificar CSS e HTML: Remover espaços e comentários desnecessários.
Usar Cache AMP: Aproveitar o cache do Google para entrega mais rápida.
4.2 Limitações do AMP
Restrições de JavaScript: Códigos customizados precisam usar <amp-script> ou componentes pré-aprovados.
Design Limitado: Flexibilidade reduzida em comparação com páginas tradicionais.
Dependência do Google: Alguns criticam o controle excessivo do Google sobre o ecossistema AMP.
5. O Futuro do AMP
AMP como PWA: Integração com Progressive Web Apps para mais funcionalidades.
Web Vitals e AMP: Alinhamento contínuo com as métricas de desempenho do Google.
Alternativas Emergentes: Frameworks como Next.js e Astro também buscam otimização extrema.
Conclusão
O AMP é uma tecnologia poderosa para melhorar a velocidade em dispositivos móveis, especialmente para notícias, e-commerces e portais de conteúdo. Embora tenha limitações, sua integração com SEO e UX o torna uma opção valiosa para desenvolvedores e marketers.
Acompanhar as atualizações do projeto e testar diferentes abordagens de implementação é essencial para aproveitar ao máximo os benefícios do AMP.
📌 Dica Final: Use o PageSpeed Insights e Lighthouse para medir o impacto do AMP no desempenho do seu site!